domingo, 12 de abril de 2020

The English Game

© NETFLIX 

Seriado baseado em seu roteiro com fatos reais, alguns acontecimentos fictícios sobre o início da popularização e profissionalização do futebol na Inglaterra, a produção de seis episódios — com pitadas de ficção — é norteada pelo surgimento dos dois primeiros jogadores considerados profissionais no esporte e, principalmente, pela ascensão de equipes formadas por operários.... nos leva aos às origens do futebol como conhecemos hoje, muito antes de Charles Miller trazer um par de bolas ao Brasil. A narrativa se utiliza do esporte bretão como pano de fundo para adentrar nas transformações da sociedade britânica. E esta por sua vez, reflete diretamente na evolução do futebol: de amador para profissional, da elite para todos.

A série dramática em seis partes retrata as origens do futebol e como os envolvidos em sua criação superaram as divisões de classes para estabelecer o jogo como o esporte mais popular do mundo.

O seriado nos leva aos às origens do futebol como conhecemos hoje, muito antes de Charles Miller trazer um par de bolas ao Brasil. A narrativa se utiliza do esporte bretão como pano de fundo para adentrar nas transformações da sociedade britânica. E esta por sua vez, reflete diretamente na evolução do futebol: de amador para profissional, da elite para todos.

faz referência a dois clubes distintos da cidade de Blackburn: Blackburn Rovers e Blackburn Olympic. Contudo, a trama apresenta os fatos históricos como se estivessem vinculados a um único clube, que na narrativa é genericamente chamado de Blackburn.


O clube para onde vai Fergus Suter é o Blackburn Rovers, em atividade desde 1875, e um dos únicos três fundadores tanto da Football League, em 1888, quanto da Premier League, em 1992. A fundação do clube foi liderada por estudantes de Shrewsbury School, mas, desde os princípios assumiu caráter mais popular, englobando trabalhadores e operários.

Por sua vez, o Blackburn Olympic foi fundado em 1878 e, apesar de ter durado pouco mais de uma década, foi vitorioso. Chegou a montar um grande time, com fortes indicativos de que remunerava os atletas. A principal evidência era que a equipe contava com Jack Hunter (John Askew), que atuara pela seleção inglesa e no clube acumulou as funções de jogador e treinador.

Na série, os Old Etonians tentam excluir o Blackburn da Copa da Inglaterra, mas o clube nunca chegou a ser formalmente questionado pela Federação Inglesa. No entanto, outros clubes foram sim suspensos por contratar jogadores – quando a prática ainda era irregular – como Accrington e Preston North End.


Em outro momento, os personagens mencionam que espaços ao redor do campo Blackburn estariam sendo vendidos, visando anúncio de comércios locais. Interessante observar que esse tipo de comercialização no futebol só se tornou relevante no início do século XX, sendo as propagadas posicionadas nas arquibancadas, e não em torno dos gramados, como se faz atualmente. Nota 8 (0 a 10)

http://www.portaldorugby.com.br/noticias/the-english-game-a-serie-da-netflix-sobre-futebol-mas-com-um-pe-no-rugby

Sinopse

Nos anos 1870, dois jogadores de futebol de classes sociais opostas enfrentam dramas pessoais e profissionais para mudar o esporte (e a Inglaterra) para sempre.

A trama conta os passos de Fergus Suter e Jimmy Love, que deixam a Escócia em 1878 para defender o time inglês Darwen, em troca de moradia e trabalho em uma fábrica....

Com um estilo diferenciado de jogar, eles passam a ameaçar a soberania dos times da elite, que também tomavam conta da associação que comandava o futebol....

a indignação do aristocrata por ver o operário, a classe proletária, jogar melhor que eles.

série mostra a ameaça de exclusão no campeonato que um time de classe baixa sofreu. No caso dos ingleses, isso se deu quando Suter e Love já defendiam o Blackburn e chegaram à final da Copa da Inglaterra....

Composta em sua maioria por integrantes das equipes de elite, a diretoria da associação inglesa quis excluir o clube ao alegar que o mesmo efetuava pagamentos aos seus jogadores "por debaixo dos panos", algo que contrariava as regras até então....

Depois de muita polêmica, o Blackburn foi aceito para disputar a final com o tradicional Old Etonians e conquistou o primeiro título.

na série, há cartolas dos dois lados que representam a resistência ao elitismo no futebol inglês. Do lado dos clubes operários, James Walsh (Craig Parkinson), presidente do Darwen, e John Cartwright (Ben Batt), mandatário do Blackburn. A dupla foi a responsável por fazer as primeiras transações com vantagens financeiras aos jogadores....

Entre a elite, o importante personagem foi Arthur Kinnaird, jogador do Old Etonians e integrante da diretoria da associação inglesa. É ele quem se sensibiliza com a causa dos times de classe mais baixa e luta para que o Blackburn seja aceito na final. O dirigente boleiro ainda demonstra um perfil visionário ao enxergar a popularidade que o futebol alcançava....










Elenco

Edward Holcroft as Arthur Kinnaird
Kevin Guthrie as Fergus Suter
Charlotte Hope as Margaret Alma Kinnaird
Niamh Walsh as Martha Almond
Craig Parkinson as James Walsh
James Harkness as Jimmy Love
Ben Batt as John Cartwright
Gerard Kearns as Tommy Marshall
Henry Lloyd-Hughes as Alfred Lyttelton
Kerrie Hayes as Doris Platt
Joncie Elmore as Ted Stokes
Mary Higgins as Ada Hornby
Sam Keeley as Smalley
Harry Michell as Monkey Hornby
Philip Hill-Pearson as Tom Hindle
Daniel Ings as Francis Marindin
Kate Phillips as Laura Lyttelton
Kelly Price as Lydia Cartwright
Anthony Andrews as Lord Kinnaird
Sylvestra Le Touzel as Lady Kinnaird
Sammy Hayman as Davy Burns
Lara Peake as Betsy Cronshaw
John Askew as Jack Hunter
Michael Nardone as Douglas Suter
Kate Dickie as Aileen Suter


Episódios


Episódio #1 (20/03/2020):

Arthur Kinnaird é o capitão e jogador principal do Old Etonians, um time de futebol de classe alta. Seus adversários nas finais dos quartos-de-final da FA Cup de 1879 são o Darwen FC, uma equipe da fábrica da classe trabalhadora. James Walsh, proprietário do Darwen FC e a fábrica associada, decide pagar secretamente dois jogadores escoceses, Fergus "Fergie" Suter e James "Jimmy". Adora se juntar à sua equipe em uma tentativa de garantir a FA Cup (que na época é exclusivamente para amadores). No intervalo, os Old Etonians lideram 5-1, no entanto Darwen se recupera com um ajuste progressivo (ampliando sua formação e concentrando-se em passes) para empatar 5 todos. Os Old Etonians, que também são membros do Conselho da FA, decidem que, como o tempo extra não foi previamente acordado, as quartas de final serão repetidas. A usina tem problemas financeiros e os moradores da cidade ajudam a pagar a viagem. O replay é vencido com facilidade pelos Old Etonians, que se concentram mais em desligar Suter e Love, em vez de jogar seu próprio jogo. O Darwen FC é recebido positivamente por seus esforços pela cidade.

Episódio #2 (20/03/2020):

Suter se encontra com Walsh e o convence a mudar algumas estratégias de futebol. Stokes, um membro da equipe, vai ao banco de Kinnaird para pedir um empréstimo. Alguns trabalhadores das usinas de Darwen falam sobre greve como resultado de um corte salarial anterior de 5%. O Cotton Guild impõe outro corte de 10% nos salários. Os trabalhadores de Darwen saem. A equipe se recusa a treinar ou jogar em partidas enquanto está em greve. Suter não consegue convencer Walsh a ir contra a guilda. Os trabalhadores vão à guilda exigir um corte de 5% nos salários e menos horas para ajudar a combater o excesso de oferta que causou a queda do preço dos produtos. A guilda se recusa. Revolta dos trabalhadores. Kinnaird é salvo da revolta por Stokes. Contra a vontade de Kinnaird, Stokes vai em seu lugar avisar o coronel Jackson (o líder da guilda) de que a multidão está vindo atrás dele. A polícia aparece e prende Stokes e mata seu cachorro. Stokes é levado a julgamento e condenado a 15 anos de prisão. Kinnaird testemunha em nome de Stokes e o salva da prisão e lhe empresta. Walsh concorda com o corte de 5% nos salários e em trabalhar cinco dias por semana se a equipe jogar sua próxima partida. Enquanto espera na equipe no jogo, Suter é abordado pelo gerente do Blackburn FC e recebe £ 100 adiantados e um aumento semanal de £ 6. Suter o rejeita quando o time chega para jogar.
Episódio #3 (20/03/2020):

Suter volta para casa em Glasgow para visitar sua família pobre e seu pai bêbado e abusivo, que tenta envergonhar Suter por ter sido pago para brincar. Kinnaird e sua esposa continuam a lamentar a perda de sua gravidez seis meses antes. De volta a Lancashire, Suter se reúne com Cartwright, o gerente do Blackburn FC e aceita sua oferta, mas precisa de alguns dias para acertar as contas com Jimmy, Walsh e a equipe de Darwen. Após o treino com os etonianos, os colegas de equipe conversam sobre a “epidemia” de equipes da classe trabalhadora que ingressam na Associação de Futebol. Enquanto o cavalheiro zomba das condições dos trabalhadores pobres, Kinnaird vem em sua defesa. A equipe de Darwen está comemorando a festa do Jimmy. Walsh diz a Suter que está orgulhoso de sua decisão de trazer Suter para a equipe. Suter agradece, mas não menciona o acordo com Blackburn. Claramente bêbado, Suter briga com outro jogador do Blackburn contratado recentemente pela Partick quando ele compara Suter ao pai bêbado. No dia seguinte, na partida entre Darwen e St Luke, Suter chega tarde e toca muito. O Darwen perde por 3 a 0 e está fora da FA Cup. Suter entra em campo. Em casa, Suter conta a Doris sobre o acordo com Blackburn e diz que contará a Jimmy após o casamento. Jimmy pratica seus votos e Doris ouve. No casamento, Jimmy conta tudo o que finalmente sente como se tivesse uma casa em Darwen. Quando Suter começa o discurso de seu padrinho, ele é interrompido por um colega de equipe que lê um anúncio do Blackburn sobre Suter se juntando à equipe, chocando a todos.

Episódio #4 (20/03/2020):

No moinho de Darwen, Walsh envergonha Suter por sua escolha de sair. Suter tenta convencer Jimmy a ir com ele. Jimmy se recusa, dizendo que Darwen é sua equipe e sua família agora. Cartwright mostra a Suter as novas instalações e estandes. Ele mostra novos companheiros de equipe, incluindo Jack Hunter, de Sheffield, e diz a Suter que está montando uma equipe dos melhores jogadores ao norte de Eton. Cartwright pede a Walsh sua discrição em relação ao profissionalismo de Suter e oferece a ele £ 100 para que Blackburn interpreta Darwen na próxima semana em uma partida de exibição. Depois de ser vista conversando familiarmente com Cartwright (com quem ela já teve um filho), Martha é demitida de seu emprego no clube do mestre de algodão. Cartwright oferece seu dinheiro para ajudar, mas Martha se recusa, dizendo que ela precisa encontrar seu próprio caminho. No jogo Blackburn x Druids, Suter luta para se unir aos seus novos companheiros de equipe. Hunter é aclamado o herói. Suter fala com Jimmy, que o chama de Judas. Suter diz a Jimmy que ele está tentando afastar sua família de seu pai. Suter novamente pede a Jimmy para se juntar a Blackburn. Mais tarde, Jimmy defende Suter contra a equipe de Darwen e diz que ele está se juntando a Blackburn. No caminho para a partida entre os Old Etonians e Preston, os Etonians discutem como o futebol está se tornando um negócio em expansão e não é mais apenas um jogo. O presidente da FA reclama que, se continuar, apenas as equipes mais ricas vencerão e planeja assistir à partida entre Darwen e Blackburn para encontrar evidências para expulsá-las da Copa da FA. A partida entre Darwen e Blackburn é difícil e a perna de Jimmy está gravemente quebrada por um tackle, e a perda de sangue ameaça sua vida e sua perna.
Episódio #5 (20/03/2020):

Dizem a Jimmy que nunca mais jogará futebol. Cartwright diz à equipe do Blackburn que parte da partida será para ajudar na recuperação de Jimmy. Cartwright pergunta a Suter como Martha e sua filha estão se saindo após a perda do emprego. Depois que Cartwright conta à esposa sobre o caso, ela vai à casa de Martha e se oferece para cuidar de sua filha, Jenie. Martha se recusa. Martha conta a Suter sobre Cartwright e Jenie. Martha volta a conversar com a sra. Cartwright e pede desculpas pelo caso com o marido. Suter e Martha se beijam. Tommy, o jogador que machucou Jimmy, visita e pede desculpas. Suter chega e diz a Jimmy que a equipe o apoiará financeiramente e eles estão lutando para substituí-lo. Mais tarde, Suter empurra Jimmy em um carrinho para o pub para animá-lo. Os companheiros de equipe de Darwen começam a se reconciliar com Suter. Stokes fala sobre seu sucesso nos negócios fazendo kits de futebol. Doris pede um emprego para Jimmy. Kinnaird está brigando com seu amigo pela verdadeira razão de ter perdido a partida das quartas de final. Após algumas discussões tensas com o pai sobre sua carreira no futebol, Kinnaird usa seus contatos no futebol para ajudar a economizar um investimento vital. Kinnaird debate os méritos de pagar jogadores com os etonianos. As equipes de Lancashire se unem para vencer as equipes de elite. Walsh convence Tommy a se juntar a Blackburn para substituir Jimmy. Cartwright oferece a Suter a capitania (e um bônus) se eles chegarem à final. A senhora Cartwright oferece a Martha um emprego na Brockshall e diz que pode trazer Jenie. Dois dias depois, o Conselho da FA se reúne sem Kinnaird e discute a expulsão de Darwen e Blackburn da taça.
Episódio #6 (20/03/2020):

O Conselho da FA vota para expulsar Blackburn. Kinnaird está furioso. Mais tarde, Kinnaird discute com seus amigos a traição deles. Walsh, agora o chefe da FA de Lancashire realiza uma reunião para descobrir como combater a proibição. Suter oferece conversar com Kinnaird. Walsh dá a Suter um novo traje para que ele se encaixe na elite. Suter discute os méritos dos jogadores profissionais. Suter argumenta que o banimento das elites pelos profissionais não é justo, porque eles não estão trabalhando o dia todo para colocar comida na mesa. Ambos concordam que jogam pelo amor ao jogo. Na reunião do Conselho. Suter argumenta a favor de deixar Blackburn jogar. O Conselho mantém sua decisão de banir o Blackburn da copa. Walsh diz a ele que a Lancashire FA e a maioria das outras FAs do condado se retirarão da Copa da FA e formarão uma nova associação. Kinnaird seria o novo presidente. Kinnaird argumenta que as equipes da classe trabalhadora sobrecarregarão as equipes de elite, a menos que incluam a classe trabalhadora. Kinnaird convence o Conselho a deixar Blackburn jogar. Na partida, na final do FA Club de 1883, os Etonians estão jogando bem, mas de uma maneira muito física. O resultado é 0-0 no intervalo. Um dos jogadores do Etonian está lesionado, mas concorda em continuar jogando de qualquer maneira. Suter pontua com um cabeçalho do passe de Tommy. Nos últimos momentos da partida, Kinnaird marca um gol. As equipes concordam com o prolongamento. Suter exclui um jogador para tornar a partida justa e dá aos jogadores uma empolgante conversa. Suter marca o gol da vitória. Suter levanta o copo com aplausos esmagadores. Em 1885, a FA permite oficialmente jogadores profissionais e um time amador nunca mais ganha a copa. Kinnaird se torna o presidente da FA e atua por 33 anos até sua morte em 1923.



Curiosidades

- O orçamento do seriado 

A série tem roteiro e produção executiva de Julian Fellowes, criador de Downton Abbey.

- Contou com o suporte de Andy Mitchell, um dos mais renomados pesquisadores do esporte no século XIX. No entanto, para No entanto, para fins artísticos, a produção optou por não seguir rigorosamente todos os fatos. Assim, passando por datas, clubes e jogadores

Em 1848, na Universidade de Cambridge, reunião entre representantes de colégios renomados (como Ethon, Harrow, Shrewsbury, Charterhouse e Winchester) estabeleceu as regras basilares do futebol. Todavia, estas não eram seguidas em todos os condados, vigendo outros regramentos, destacadamente as “regras de Sheffield”, de 1857.

Diante disso, em outubro 1863, na Taverna Freemason (Londres), os principais clubes – ainda aqueles vinculados à elite – adaptaram as “regras de Cambridge”. E assim foi criada a Football Associaton (FA). Os membros da associação eram também membros das grandes equipes, que, assim, controlavam os rumos do esporte.

os goleiros e os jogadores de linha utilizavam a mesma cor de uniforme, e assim se manteve até 1909. Também vemos a presença do árbitro, figura foi introduzida apenas em 1871 – o uso do apito, por sua vez, em 1878.

A série ainda evidencia que um jogo eliminatório terminado em empate poderia levar à prorrogação ou ao replay. A disputa de pênaltis, de fato, não era uma opção. Isso porque a penalidade só seria introduzida em 1890 – a marca da área do pênalti até depois disso, em 1902. E uma classificação só viria a ser decidida em penalidades em 1970, com o Manchester United eliminando o Hull City na Watney Cup.
A partir da década de 1860, dezenas de novos times passaram a surgir anualmente – sobretudo ligados ao proletariado – e aos montes se registravam junto à Federação Inglesa. Com isso, aos poucos foi rompido o conceito de futebol como “esporte para amadores e cavalheiros”.
Ainda assim, as regras unificadas não se mostravam absolutas nas partidas. Nesse sentido, sua consolidação foi impulsionada pela criação da FA Challenge Cup – a até hoje tradicionalíssima Copa da Inglaterra – em 1871.
Na primeira edição, apenas 12 equipes de fato participaram. Já em 1879, período que a série registra, quase 50 equipes. Na década seguinte, mais de 100. E não à toa a primeira competição eliminatória do mundo é até hoje uma das mais importantes. Nesta temporada, em sua 139ª edição, o torneio envolveu 736 clubes.
E semelhantemente à mística de Wembley nos dias atuais, as partidas decisivas, nos primórdios da Copa da Inglaterra, eram disputadas no Kennington Oval, em Londres. O lendário estádio, que é referenciado na série como The Oval e atualmente sedia partidas de críquete, foi palco de 19 decisões da Copa da Inglaterra – sendo a última delas em 1892, para mais de 30 mil pessoas.
a série explica, já naquela época, não era dado um troféu a cada campeão; a taça era única, e a cada temporada repassada ao novo campeão. Embora na série o troféu aparente ser maior do que de fato era, o modelo foi fielmente retratado.
E foi o utilizado desde a primeira edição, em 1872, até 1895, quando roubado da vitrine de uma loja em Birmingham – à época em exposição para celebrar recém-conquista do Aston Villa. Assim, a taça foi recriada, e utilizada até 1910. Optou-se então por fazer uma nova – até hoje utilizada – ao passo que a antiga foi concedida em gratidão a Arthur Kinnaird (Edward Holcroft), então presidente da FA.
Muito antes de ser presidente da Federação Inglesa, entre 1890 e 1923, Arthur Kinnaird foi um dos principais fundadores da FA e por anos membro do comitê da associação – período que a série retrata. Também foi conselheiro do Banco Barclays, que, décadas depois, viria a ser um dos principais patrocinadores da Premier League.

Enquanto jogador, atuou de goleiro a atacante e é até hoje reconhecido como um dos grandes nomes do futebol inglês – talvez a primeira superestrela. É dele o recorde de mais finais de FA Cup (nove no total), e com cinco títulos, foi, por mais de um século, o maior campeão da história do torneio – ultrapassado em 2010 por Ashley Cole, que se tornaria heptacampeão em 2012.

Pelos Wanderers, Arthur Kinnaird foi tricampeão da copa, em 1873, 1877 e 1878. Após o início avassalador – cinco títulos em sete edições – a equipe entrou em declínio absoluto e praticamente inexistiu. Antes disso, Arthur já havia deixado o clube para se juntar aos Old Etonians.
No clube, havia a sina de três finais de Copa da Inglaterra e nenhum título. E Arthur, capitão da equipe, foi essencial para as conquistas em 1879 e 1882, esta sobre o Blackburn (calma, chegaremos lá). Os Old Etonians hoje disputam a amadora Arthurian League, junto de outras equipes mencionadas na série, como Old Carthusians e Old Harrovians.
Mas assim se preserva em Eton College a cultura do futebol, esporte lá praticado desde o início do século XVIII. Os Old Etonians, como o nome indica, surgiram do colégio, até hoje símbolo do elitismo britânico – em seu rol de alunos figuram celebridades como Geroge Orwell, Boris Johnson e Príncipe William, entre tantos outros.
Outro egresso de Eton College é Francis Marindin (Daniel Ings), retratado como goleiro dos Old Etonians, ao mesmo tempo que presidente da FA. Ele de fato exerceu as duas funções, mas em períodos distintos. E diferentemente do que mostra a série, não participou da trajetória vitoriosa dos Old Etonians – deixara o clube anos antes, para ajudar a estabelecer os Royal Enginners Football Team.
Por lá, jogando como defensor (e não goleiro), Marindin foi capitão na final da primeira FA Cup, 1871/1872, quando derrotados pelos Wanderers. Os Royal Engineers perderiam mais uma final, em 1874, para o Oxford University, antes de enfim conquistar o torneio, no ano seguinte, justamente sobre os Old Etonians.
No título, Marindin já era presidente da Federação Inglesa – cargo que ocupou até 1879 – mas se acredita que tenha ficado de fora da decisão da Copa da Inglaterra 1874/1875. Após aposentar-se dos gramados e deixar a liderança da entidade, o histórico personagem se tornou árbitro e, tido como especialista das regras, apitou oito finais da Copa da Inglaterra.
Como demonstrado, o futebol na Inglaterra se assentou estritamente vinculado às universidades, ainda com fortes heranças do rúgbi. E até por isso, em seus primórdios, era um esporte muito mais físico, para não dizer violento. Mas essa brutalidade foi aos poucos sendo alterada e, nesse passo, a influência escocesa é de extrema relevância.
Nessa época, o futebol escocês já absorvera as classes trabalhadoras e, em termos de padrão de jogo, estava bastante à frente do futebol praticado na Inglaterra. Provável reflexo disso é que as partidas de que se tem registro entre os dois países, nos anos de 1870 e 1880, demonstram ampla vantagem da seleção escocesa.
Dentre as inovações trazidas pelo futebol escocês, estavam a tática e a coletividade sobrepondo-se à pura técnica – além de conceitos como ocupação de espaço e que quem corre é a bola, não o jogador. Assim, o 1-1-8, que hoje soa um absurdo, deu origem ao 2-3-5, muito mais próximo das formações atuais.
E, nesse sentido, Fergus Suter (Kevin Gutherie) e Jimmy Love (James Harkness ) – ou James Love – foram sim personagens fundamentais. Como o próprio Suter diz a Arthur Kinnaird no início da série, “o jogo mudou muito, pelo menos na Escócia”.
Antes de defenderem o Darwen, Fergus Suter e Jimmy Love tiveram como berço futebolístico o Partick (não o Partick Thistle) – a cidade, assim chamada, hoje faz parte do território de Glasgow. Recém-fundada, a equipe escocesa disputara quatro partidas contra o Darwen, entre 1876 e 1879, aplicando goleadas em três delas.
Assim, apresentando um futebol mais vistoso, o clube escocês passou a chamar atenção de seus adversários, ficando conhecido por “perder” seus jogadores para a região de Lancashire. Para o Darwen, foram inúmeros, incluindo Jimmy, Fergus e seu irmão Edward (figura ignorada pela série, na qual Fergus tem apenas irmãs mulheres).
A ligação de Fergus Suter e Jimmy Love com o futebol inglês é um pouco diferente do que retrata The English Game. Na narrativa, ambos teriam sido levados juntos ao Darwen quando atletas do Partick FC, propositadamente para reforçar o clube às vésperas do histórico confronto com os Old Etonians, pelas quartas de final da Copa da Inglaterra, em 1879.
Contudo, Jimmy Love jogava pelo Darwen já em 1878, enquanto Fergus Suter ainda estava em Partick. Suter apenas se mudou para a Inglaterra em virtude de problemas financeiros. E foi ele quem pediu para jogar no Darwen, em carta enviada ao secretário da equipe. Por lá, trabalhou sim na fábrica de algodão.
De todo modo, os registros indicam que ele também recebia especificamente para jogar. E nesse sentido a importância histórica de Fergus Suter e Jimmy Love ultrapassa a evolução do futebol enquanto esporte. Os dois escoceses são amplamente reconhecidos como os primeiros jogadores assalariados da história do futebol, ainda no amadorismo. O Darwen até chegou a promover partidas cujo lucro seria destinado aos jogadores.
E apesar de o marco ser por vezes atribuído a jogadores do Sheffield Wednesday, o fator diferencial é que Fergus Suter foi o primeiro a de fato assumir seu profissionalismo. E isso incentivou os clubes, de modo geral, a tentar “recrutar” jogadores talentosos, mesmo que isso lhes custasse esforço financeiro.
Por trás de propostas para trabalhar nas fábricas e indústrias, estava a finalidade futebolística. E quando a FA se deu conta, era tarde demais: a prática já estava difundida e o futebol, para sempre transformado. O pagamento de salários seria oficialmente permitido pouco tempo depois, em 1885.
Assim o futebol se tornou, de vez, o esporte nacional. Uma vez lícita a remuneração, a classe trabalhadora poderia viver do futebol enquanto profissão. Assim, os clubes passaram a se profissionalizar, levando à criação da Football League, em 1888. Coincidentemente ou não, o Preston North End, primeiro time campeão, contava com sete jogadores escoceses.
As quartas de final da FA Cup 1878/1879O confronto retratado no primeiro episódio de fato aconteceu. E o cenário representado é bem fiel à realidade. Em jogo, muito mais que a classificação às semifinais da FA Cup 1878/1879, um choque de mundos completamente distintos. De um lado, a elite influente de Eton College; do outro, operários das fábricas de Darwen.
E a disparidade se refletia também na vestimenta das equipes: trabalhadores trajando calças cortadas no joelho, sustentadas por suspensórios, enquanto a elite influente fardava knickerbockers, mostrando uniformes padronizados.
Do aspecto futebolístico, pela primeira vez uma equipe da classe operária chegava a tal fase da competição. E, diferentemente do que leva a crer The English Game, os Old Etoninans ainda não haviam sido campeões da Copa da Inglaterra – a conquista naquele ano seria o primeiro título.
Como vemos na narrativa, após estar perdendo por 5 a 1, a equipe de Darwen buscou bravamente o empate, histórico, com dois gols de Fergus Suter. Incerto qual o teor da discussão, mas de fato houve divergências, se a partida seria decidida ou não na prorrogação, levando, como mostra a trama, ao replay.
Entretanto, a segunda partida exibida, em que os Old Etonians se classificam, é, na verdade, a terceira do confronto, e o segundo replay do duelo. No primeiro deles, portanto, e o segundo jogo entre as equipes, houve outro empate, dessa vez por 2 a 2. Apesar da não classificação, o desempenho do Darewn seria sim um marco na competição, tendo forte impacto sobre o “jogo de cavalheiros”.
Entre os jogadores do Darwen, estava Tommy Marshall (Gerard Kearns). Marshall viria a fazer parte da seleção inglesa e, tendo a velocidade como característica marcante, foi multicampeão em circuitos de atletismo. Em alusão a isso, no primeiro episódio, Fergus diz a ele que é o jogador mais rápido em campo, e, portanto, deveria jogar pelas pontas do campo.
Blackburn Rovers ou Blackburn Olympic?
Transformado em capitão do Darwen, Suter liderou o time ao título da Lancashire Cup, em 1880. Entretanto, no mesmo ano, juntou-se à equipe do Blackburn, agravando a rivalidade entre os clubes – as partidas seguintes entre eles seriam sim tensas, como demonstra a trama. Nesse ponto, é possível que Fergus Suter tenha sido o primeiro grande “vira-casaca” do futebol.
As acusações do Darwen de incentivo financeiro foram em vão, embora indícios apontem que a causa da repentina mudança seria, sem dúvidas, econômica: o clube teria feito a Suter uma proposta irrecusável. Por outro lado, de acordo com o historiador Andy Mitchell, relatos indicam que sua transferência coincide com a descoberta de uma paternidade controversa.
Retratada como grande clímax da trama quando o Blackburn é campeão da FA Cup, a conquista da Copa da Inglaterra pelo Blackburn foi bastante modificada em The English Game. A narrativa dá a entender que a final retratada se passa no ano seguinte ao histórico confronto das quartas de final, portanto 1880. A data está equivocada, ao passo que são incorporados elementos de três anos distintos: 1882, 1883 e 1884.

Quem derrotou os Old Etonians na Copa da Inglaterra em 1883 foi o Blackburn Olympic, e não o Blackburn Rovers de Fergus Suter. Na final assistida por oito mil pessoas, o inexpressivo clube foi campeão em sua terceira participação no torneio – após ter sido eliminado na primeira rodada nas duas edições anteriores.
Pode parecer que o título tenha sido uma grande obra do acaso. Mas nem tanto assim, dado o elenco recheado de grandes jogadores, provavelmente remunerados – e que eram liberados de suas atribuições laborais para dedicar-se às partidas. De todo modo, o Blackburn Olympic foi a primeira equipe da classe operária a conquistar a Copa da Inglaterra.
Um ano antes, em 1882, Fergus Suter e o Blackburn Rovers até haviam chegado à final, mas acabaram derrotados pelos Old Etonians – 1 a 0, gol de Arthur Kinnaird. Esta é a edição que mais se aproxima do enredo de The English Game, tendo sido a única final de Copa da Inglaterra que colocou frente a frente Fergus Suter e Arthur Kinnaird.
E após aquela conquista, Kinnaird teria protagonizado comemoração histórica, virando de ponta cabeça. A celebração até é mostrada na série, mas como se tivesse acontecido na partida contra o Darwen, em 1879 – fora das telas, ela está retratada, em forma de estátua, no Museu Nacional do Futebol, em Manchester.
título do Blackburn Rovers – e a imagem de Suter levantando o troféu – só viria a acontecer em 1884, enfrentando o Queens Park. Na sequência, outro título sobre o Queens Park e o tricampeonato em 1886, diante do West Bromwich. Observe-se que Jimmy Love até chegou a defender o clube, mas brevemente, apenas em 1880, e não participou dos eventos a que a série se refere.
Ficha Técnica

Título no Brasil: The English Game  
Título Original: The English Game 
País de Origem: Reino Unido 
País de Produção: Reino Unido
Gênero: Esporte / Drama / História  
Tempo de Duração: 43 a 55 minutos (Episódio) / minutos (Episódios)
Ano de Lançamento: 2020
Temporadas: 1ª
Episódios: 6
Cor: Color
Áudio: Inglês 5.1 Dolby Digital)
Legendas: Português e Inglês
Tela: 16:9 Widescreen
Estúdio: 42 
Distribuição: Netflix
Direção: Tim Fywell e Birgitte Staermose
Roteiro: Julian Fellowes, Tony Charles, Oliver Cotton, Ben Vanstone, Gabbie Asher, Sam Hoare e Geoff Bussetil   
Edição: Helen Escott e David Thrasher
História: Julian Fellowes, Tony Charles e Oliver Cotton
Direção de Arte: Richard Downes
Direção de Fotografia: Oliver Upton
Desenho de Produção: Melanie Allen    
Decoração de Cenário: Faye Brothers 
Elenco: Sarah Crowe   
Figurino: Pam Downe
Maquiagem: Jackie Sweeney 
Música Original: Harry Escott    
Efeitos Sonoros: Rodney Berling 
Efeitos Especiais: Darren Wallis
Efeitos Visuais: Dominic Thomson
Produção: Rhonda Smith 

Co-Produção: Andy Morgan
Produção Executiva: Julian Fellowes, Rory Aitken, E. Moran, B. Pugh, Ben Vanstone

sábado, 11 de abril de 2020

The IT Crowd

©

Seriado com roteiro baseado em uma sitcom britânica escrita e dirigida pelo irlandês Graham Linehan e produzida pelo egípcio Ash Atalla para o Channel 4. O seriado venceu os prêmios BAFTA e Emmy Internacional de melhor série de comédia. Nota 6 (0 a 10)

Sinopse


Episódios


Episódio #1 [Automan - Automan] (15/03/2020):
Episódio #2 [Automan - Automan] (15/03/2020):

Episódio #3 [Automan - Automan] (15/03/2020):

Episódio #4 [Automan - Automan] (15/03/2020):

Episódio #5 [Automan - Automan] (15/03/2020):

Episódio #6 [Automan - Automan] (15/03/2020):


Elenco

Chris O'Dowd as Roy
Katherine Parkinson as Jen
Richard Ayoade as Maurice ("Moss")
Chris Morris as Denholm Reynholm
Matt Berry as Douglas Reynholm
Noel Fielding as Richmond Avenal
Oliver Chris as Daniel Carey
Alice Lowe as Patricia
Hannah Bourne as Rebecca
Danny Wallace as Paul
Adam Buxton as Bill Crouse
David Garfield as Small Paul
Toby Longworth as Dr. Julian Holmes
Frances Barber as Dr. Mendall
Cheryl Fergison as Judy


Curiosidades

- O orçamento do seriado 


Trilha Sonora



Ficha Técnica

Título no Brasil: The IT Crowd
Título Original: The IT Crowd  
País de Origem: Reino Unido 
País de Produção: Reino Unido
Gênero: Comédia / Tecnologia 
Tempo de Duração: 45 a 70 minutos (Episódio) / minutos (Episódios)
Ano de Lançamento: 2006
Temporada: 1ª
Episódios: 6
Cor: Color
Áudio: Inglês 5.1 Dolby Digital)
Legendas: Português e Inglês
Tela: 16:9 Widescreen
Estúdio: Rede 
Distribuição: Channel 4 
Direção: L
Roteiro: S   
Edição: C 
História: S
Direção de Arte: 
Direção de Fotografia: D 
Desenho de Produção: Andrew Probert   
Decoração de Cenário: J 
Elenco:    
Figurino: 
Maquiagem:
Música Original: M    
Efeitos Sonoros:
Efeitos Especiais: J
Efeitos Visuais: K
Produção: N 

Co-Produção: S
Produção Executiva: T

A Batalha das Correntes

© IMDb 

Filme com roteiro baseado em fatos reais, onde até o século XIX o fogo era usado como principal meio de iluminação, utilizando óleo de baleia e outros materiais para manter postes de iluminação pública e lampiões acesos.

Depois da criação da lâmpada, Thomas Edison disputa com George Westinghouse onde ficou conhecida "a batalha das correntes que dá nome ao filme, onde defende a utilização de corrente contínua e Westinghouse defende a corrente alternada para ser utilizada na distribuição de energia.  

A eletrodinâmica é o assunto de física mais cobrado nas provas e o conhecer o contexto histórico do desenvolvimento dessa área com esse filme eletrizante, para aprender e descontrair. Na onde aborda a lendária disputa, conhecida pelo mesmo nome, envolvendo a ascensão da distribuição de eletricidade nos Estados Unidos, no final do século XIX.
 
Dessa disputa no século 19 surgiram avanços no campo elétrico que prepararam o mundo para os avanços técnicos do século 20 e, acabou surgindo a sigla AC/DC (Alternating Current/Direct Current com um pequeno raio no meio).

Um outro grande momento do filme foi a colagem de imagens de Muybridge, que inspirou Edison a criar o cinetoscópio e servem como um interlúdio para o surgimento do cinema.

Tudo isso nos mostra a necessidade voraz dos seus personagens de criar, realizar e construir com resultados bem eletrizantes que foram muito importante para a distribuição de energia que temos hoje. Nota 6 (0 a 10)

Sinopse

No final do século XIX, uma disputa entre o empresário e inventor, Thomas Edison (Benedict Cumberbatch), com notoriedade pela comercialização da lâmpada incandescente, buscando ganhar espaço no mercado através da corrente contínua como opção para a distribuição de energia elétrica, e George Westinghouse (Michael Shannon), também empresário e inventor, defensor do uso da corrente alternada. 

Tudo isso ficou conhecida como "a batalha das correntes" sobre como deveria ser feita a distribuição da eletricidade. Edison fez uma campanha pela utilização da corrente contínua, enquanto Westinghouse defendia a corrente alternada.

Ao contratar o jovem imigrante sérvio Nikola Tesla (Nicholas Hoult), inicialmente funcionário de Edison, foi ignorado e enganado, partindo em busca de patrocínio e apoio às suas diversas ideias acerca da eletricidade, firmando uma parceria com Westinghouse para a construção de um motor de corrente alternada.

Sabemos que a corrente contínua possui desvantagens na transmissão de eletricidade, sofrendo perdas consideráveis de potência ao longo de cabos. Em contrapartida, com o auxílio de transformadores, a corrente alternada é eficiente em transmissões a longas distâncias, com uma menor perda de potência. Isso, juntamente com o menor custo da corrente alternada, colocou a companhia de Westinghouse à frente da disputa com Edison. Edison, então, passa a sabotar a corrente alternada frente à mídia, propagando a ideia de que é uma corrente perigosa, e dá continuidade à Batalha das Correntes com métodos questionáveis.

O inventor da primeira versão comercializável da lâmpada incandescente e do fonógrafo, também defensor da corrente alternada. O verdadeiro herói popular americano, Thomas Alva Edison avisa: “Aqui fazemos uma invenção menor a cada dois dias e uma invenção revolucionária a cada seis meses. Resolva cinco problemas para os quais ainda não achei solução, e você estará garantido”. 

A autoconfiança e uma formidável mente criativa eram as marcas de Thomas Edison. Nikola Tesla também era um inventor, físico e engenheiro elétrico. Tesla é famoso pelas contribuições para o projeto do sistema de eletricidade de corrente alternada e por invenções que até hoje chamam a atenção da cultura popular.

Edison, entretanto, passou os anos 1880 engalfinhado com o magnata George Westinghouse nessa “batalha das correntes” na disputa por contratos de iluminação elétrica das cidades americanas. Edison propunha a corrente contínua, mais segura porém cara e trabalhosa, enquanto Westinghouse defendia a corrente alternada, mais barata e de instalação simples, mas então alardeada como letal. Edison não hesitou em jogar sujo contra o honrado Westinghouse — a quem a história dará razão?! Quem assistir verá !!!

Elenco

Benedict Cumberbatch as Thomas Edison
Michael Shannon as George Westinghouse
Oliver Powell as Leo
Katherine Waterston as Marguerite Westinghouse
Nancy Crane as Gladys
Liza Ross as Beti
Tim Steed as Maurice Manesburg
David Morley Hale as Frederick Worthington
Amy Marston as Annabelle Worthington
Robert Jezek as Mr. Faulk
Abigail Johns as Emily Faulk
Tom Bell as Reverendo Vincent
Giles Terera as Elijah McCoy
Samuel Dutton as Mr. Burton
Stanley Townsend as Franklin Pope
Sophia Ally as jovem Dotty Edison
Tuppence Middleton as Mary Edison
Woody Norman as jovem Dash Edison
Tom Holland as Samuel Insull
Matthew Macfadyen as J. P. Morgan
Dominic Coleman as Mordomo da Casa Branca
Corey Johnson as Presidente Chester A. Arthur
Nicholas Hoult as Nikola Tesla
Emma Davies as Dorothy Brookes
Nigel Whitmey as Doutor Grandoff
Simon Manyonda as Lewis Latimer
Katy Poulter as Hannah
Provence Maydew as Jayne
Celyn Jones as Sherman Quincy
Iain McKee as Reporter
James Chalmers as Delegado de Dakota
Joseph Balderrama as Horace Kaden
Harry Melling as Benjamin Vale
Craig Roberts as Robert Lane
Craig Conway as Warden Durston
Simon Kunz as Womack

Curiosidades

- O orçamento do filme foi de US$ 30 milhões de dólares e arrecadou US$ 11,66 milhões.

- As principais invenções de Edison foram: lâmpada incandescente, estrada de ferro eletromagnética, câmera cinematográfica, bateria de carro elétrico, fonógrafo, rodas de borracha.

- No filme relata que ele contribuiu para o desenvolvimento da cadeira elétrica com dados para voltagem da mesma para execução de presos condenados.

- Em 21 de outubro de 1879, o norte-americano Thomas Edison aperfeiçoava e tornava comercializável a lâmpada incandescente, desde então a nossa vida nunca mais foi a mesma! Nesse dia também sua invenção brilhou pela primeira vez por 48 horas seguidas. 

- Talvez Thomas Edison tenha baseado a sua criação nos desenhos de Humphry Davy, um dos inventores que colaborou com a invenção da lâmpada. Pois em Humphry em 1809, colocou uma tira fina de carbono entre os dois pólos de uma bateria, criando um fugaz arco, que se tornou a base que sustenta o funcionamento de uma lâmpada e Edison aperfeiçoou. 

- A batalha ainda inspirará o nome de uma grande banda de rock iniciada nos anos 1970 chamada AC/DC.

A sigla AC/DC (Alternating Current/Direct Current com um pequeno raio no meio) significa que a corrente DC (Corrente Alternada) em um circuito elétrico circula em um só sentido e possui dois pólos, um negativo e um positivo. Já a corrente AC (Corrente Contínua) circula em dois sentidos alternadamente, ora em um, ora em outro, e não possui pólos e sim fases. As baterias, por exemplo, utilizam a corrente DC que é encontrada geralmente em locais que requerem baixo nível de tensão. Já as residências, empresas e outros tipos de construções utilizam a corrente AC.

Ficha Técnica

Título no Brasil: A Batalha das Correntes 
Título Original: The Current War  
País de Origem: EUA / Rússia / Reino Unido  
País de Produção: Reino Unido
Gênero: Biográfico / Drama 
Tempo de Duração: 108 minutos
Ano de Lançamento: 2017
Cor: Color
Áudio: Inglês e Português (ambos 5.1 Dolby Digital)
Legendas: Inglês e Português
Tela: 16:9 Widescreen
Estúdio: Bazelevs Production, Film Rites, F. com, F. F. Prod., L. Ent. e T. W. Company
Distribuição: The Weinstein Company
Direção: Alfonso Gomez-Rejon
Roteiro: Michael Mitnick  
Edição: Justin Krohn e David Trachtenberg  
História: Michael Mitnick 
Direção de Arte: Mark Scruton
Direção de Fotografia: Chung-hoon Chung
Desenho de Produção: Jan Roelfs   
Decoração de Cenário: Lucy Eyere 
Elenco: Ellen Lewis e Theo Park   
Figurino: Michael Wilkinson  
Maquiagem: Nora Robertson 
Música Original: MDanny Bensi, Volker Bertelmann, S. Jurriaans e Dustin O'Halloran    
Efeitos Sonoros: Oliver Tarney 
Efeitos Especiais: Caimin Bourne
Efeitos Visuais: Angela Barson
Produção: Timur Bekmambetov, Basil Iwanyk, Matthew Patnick e Adam Ackland

Co-Produção: Jayne Sullivan,  Georgette Turner, M. Mitnick, M. Wolkoff e S. Zaillian
Produção Executiva: G. Basch, A. Sidman, B. Weinstein, B. Cumberbatch e M. Scorsese

terça-feira, 7 de abril de 2020

Automan

© Automan 

Seriado com roteiro criado pelos mesmos produtores do Tron. Um super-herói gerado por computador pelo seu criador humano, um programador de computador que criou um programa artificialmente inteligente de combate ao crime na cidade.  

Esse super ser gerado por um holograma é conhecido como Automan (Homem Automático) que emula e foi baseado conscientemente nas características estilísticas dos personagens do filme 'Tron' da Walt Disney Pictures. Só que no contexto de uma série de TV de super-heróis. 

Automan: O Super-herói digital que antecipou o futuro dos games e da realidade virtual!

A série AUTOMAN marcou uma geração ao unir ficção científica, ação policial e e tecnologia de ponta em plena era analógica! Criada por Glen A. Larson - o mesmo criador de clássicos como Knight Rider (A Super Máquina) e Battlestar Galactica -, a série trouxe à TV um conceito ousado: um super-herói gerado por computador!

A história gira em torno de Walter Nebicher, um programador policial que cria um programa de inteligência artificial tão avançado que... ele se materializa no mundo real! Surge então o Automan - um ser digital com corpo brilhante, visual futurista e poderes incríveis, como entrar e sair de sistemas eletrônicos, voar e dirigir um carro que faz curvas em 90 graus perfeitos (e quase sempre levando o parceiro humano a gritar de susto!).

Com um visual neon que lembrava o estilo do filme TRON (1982), a série encantava pelas suas cenas com efeitos visuais inovadores para a época, mesmo com as limitações tecnológicas dos anos 80. E quem não se lembra do Cursor? A bolinha de luz flutuante que criava objetos do nada como um simples traço no ar - um verdadeiro sonho digital!

Uma das séries mais inovadoras dos anos 80. Um programa de computador avançado com inteligência própria, que gerava um holograma chamado "CURSOR", que por sua vez materializava o Automan. 

Embora tenha durado apenas uma temporada, AUTOMAN virou cult com o passar dos anos, sendo lembrada com carinho por fãs de tecnologia, ficção científica e nostalgia oitentista. Uma série que chegou antes do seu tempo - literalmente - antecipando temas que hoje fazem parte do nosso cotidiano, como inteligência artificial, realidade aumentada e avatares digitais. 

No Brasil foi transmitido pela TV Record, Rede Manchete e Rede Globo nas tardes de domingo com o mesmo nome. 

Automan é uma série de televisão americana de super-herói e ficção científica que foi ao ar por 12 episódios na TV (embora 13 tenham sido produzidos). E sim, foi ótimo! É difícil acreditar que com tão poucos capítulos nos deixaria tantas memórias. Apesar de ter assistido poucos episódios nos anos 90 quando passou, mas que assisti todos agora, pois descobri um site que estava todos os episódios.

Se você curte séries retro com aquele charme geek raiz, AUTOMAN é um verdadeiro tesouro escondido que merece ser (re)descoberto!

Sinopse

O oficial de policia do Departamento de Polícia de Los Angeles Walter Nebicher (Desi Arnaz Jr.) enfrentava o crime nas ruas. Mas infelizmente seu chefe, o capitão E. G. Boyd (Gerald S. O'Loughlin), um tecnofóbico que não gostava de computadores, considerava mais o tenente Jack Curtis (Robert Lansing) como o tipo de policial que era mais ideal para estar nas ruas do que Walter. 

Boyd, também não queria ver Walter nas ruas. Assim, Walter teve que enfrentar o crime a seu próprio modo, numa sala de computadores, onde ele é perito especialista da computação do departamento, usando o computador para descobrir dados das pistas dos crime. Mas o seu avançado conhecimento de eletrônica, leva Walter a fazer experiências com o que se instituiu chamar de holograma, uma palavra muito sofisticada para definir uma imagem tridimensional que, quando aperfeiçoada pode chegar a parecer real. Eu sou real. Aliás, na verdade, com suficiente carga de força posso chegar a ser real. Foi o que praticamente me trouxe a este mundo.

Walter Nebicher gerou uma nova forma de vida de "energia", a partir do desenvolvimento de uma inteligência artificial tão poderosa que é capaz de trazer ao mundo real um holograma que se assemelha a "Tron": seu corpo brilha com padrões geométricos em néon azul.

Ele cria um programa especial chamado Automan, uma construção artificialmente inteligente que parece real, soa real e, com energia suficiente, pode ter uma presença física real fora do computador que parece real. Juntos, Walter e Automan, juntamente com o Cursor, um pequeno dróide flutuante que pode criar qualquer objeto que o Automan precise, combatem os elementos criminosos da cidade.

Esse programa de computador materializa um holograma vivo no mundo físico na forma do ser conhecido como Automan, mas sua identidade é Otto J, Mann (Chuck Wagner), um agente governamental que ajuda Walter em suas investigações contra o crime. A amiga e confidente de Walter, Roxanne Caldwell (Heather McNair) era a única que acabou descobrindo sobre ele. O resto do seu pessoal acreditava que Automan era amigo de Walter do FBI.

Automan é uma extensão ambulante e falante do computador de Walter. Ele tem todos os tipos de poderes. Ele pode pensar e se mover em super velocidade, aparecer do nada, balas não podem machucá-lo e ele até brilha no escuro. Mas quando se trata de comportamento humano, ele tem muito a aprender ainda.

Esse traje do Automan é feito de circuitos reluzentes que cobre praticamente todo o corpo, dos pés ao pescoço, e mantinha uma cabeça humana normal; Havia alguns momentos engraçados quando ele vestia roupa comum e era questionado por seu "colarinho reluzente". Ele é acompanhado por um Cursor (pronuncia-se "cúrsor" na dublagem brasileira), uma bola de luz flutuante. 

O Cursor podia desenhar no ar com feixes de luz. O Cursor era seu companheiro, um poliedro flutuante e móvel que podia "desenhar" e gerar objetos físicos, conforme necessário. Objetos que eram desenhados por estas linhas de luz se tornavam materiais e funcionavam normalmente (em teoria, um princípio muito parecido ao anel do Lanterna Verde, mas com um efeito visual muito mais interessante). Estes objetos brilham com um padrão parecido ao próprio Automan, e chegam até a violar algumas leis da física. 

As formas mais comuns adotadas foram um carro (o Auto Car), um avião e um helicóptero, os quais poderiam desafiar as leis da física.

O Lamborghini Countach que dirige Automan só pode girar em ângulos retos, porque Walter usou um algoritmo que tirou do jogo PacMan. Por causa de grandes quantidades de energia, o Automan surge à noite, quando o consumo de energia da cidade diminui, e coopera com Departamento de Polícia.

Automan e Cursor geralmente só se materializam a noite, dada a tremenda quantidade de energia para mantê-los. Automan podia disparar relâmpagos pelas mãos, e era invulnerável a balas e explosões. Ele também podia se fundir (processo que eles chamavam de "mixar") com Walter Nebicher num só ser e manter o pensamento de ambos, compartilhando consciência e habilidades, mantendo a invulnerabilidade de Automan. 

Elenco

Desi Arnaz, Jr. as Walter Nebicher
Chuck Wagner as Automan / Otto J. Mann
Robert Lansing as Jack Curtis
Gerald S. O'Loughlin as E. G. Boyd
Heather McNair as Roxanne Caldwell

Cursor as Cursor
K.C. Winkler as  The Blonde
Scott Marlowe as Robert Sawyer
Mary Crosby as Ellen Fowler
Clu Gulager as Rudolph Brock
Patrick Macnee as Lydell Hamilton
Laura Branigan as Jessie Cole
Dennis Cole as Roger Crandall
John Ericson as Woody Oster
Ed Lauter as Michael Hagedorn
Richard Lynch as xerife Clay Horton
Kristen Meadows as Ellie Harmon
Jeff Pomerantz as tenente Malcom Whittaker
Robert Sampson as Henry Innis
John Vernon as Carlos Rayner
Michael Callan as Kevin Mayhew
Don Gordon as Leonard Martin
Steven Keats as Collins
Greta Blackburn as Gretchen Lewis
Robert Dunlap as Chuck Wilson 

Episódios

Episódio #1 [Automan - Automan] (15/12/1983): um nerd de computador cria um "homem" holográfico chamado "Automan" (Automatic Man) e o usa (e seu carro holográfico e um cursor falante) para ajudar a resolver crimes.

Episódio #2 [Staying Alive While Running a High Flashdance Fever - Mantendo-se Vivo Durante a Execução de uma Febre do Flashdance] (22/12/1983): quando um informante que fornece informações sobre a tentativa da máfia de comprar um cassino em Las Vegas é sequestrado, Walter e Automan investigam registros eletrônicos e descobrem que a trilha leva a um juiz influente que por acaso é o melhor amigo do comissário de polícia.

Episódio #3 [The Great Pretender - O Grande Fingidor] (29/12/1983): para se tornar um criminoso, Automan assume o disfarce do Sr. Otto, um mafioso que decide assumir seus negócios, fazendo com que todos os seus associados o desertem.

Episódio #4 [Ships in the Night - Navios na Noite] (05/01/1984): um homem de negócios desaparece em San Cristobal, então Curtis e Roxanne são enviados para encontrá-lo. Walter descobre que outros desapareceram e eu fui encontrado morto, então ele e Auto correm para avisá-los.

Episódio #5 [Unreasonable Facsimile - Fac-símile Irracional] (12/01/1984): um acidente de helicóptero leva um empresário a procurar possíveis peças defeituosas. Ele é morto e parece um assalto. Enquanto isso, Walter pede a Auto que olhe para algumas fitas de perfil criminal, mas ele vê uma novela e percebe que nunca sentiu amor ou paixão.

Episódio #6 [Flashes and Ashes - Flashes e Cinzas] (19/01/1984): o amigo de Walter, Frank Cooney, é morto por colegas policiais que roubam um arsenal. No entanto, eles fazem parecer que ele era o ladrão, então Walter faz sua própria investigação para provar o contrário.

Episódio #7 [The Biggest Game in Town - O Maior Jogo da Cidade] (26/01/1984): Ronald Tilson, um ex-especialista em informática da cidade demitido por peculato, ameaça a cidade de Los Angeles com caos e destruição total, se suas exigências de resgate não forem atendidas. Walter e Automan precisam descobrir quem está por trás dessas demandas.

Episódio #8 [Renegade Run - Corrida Renegada] (05/03/1984): o xerife torto Horton tenta forçar o motociclista Chico Fuentes a assinar mais da metade de sua terra para que o xerife possa dirigir imigrantes ilegais na fronteira. Fuentes é preso e forçado a trabalhar manualmente. Automan e uma gangue de motoqueiros precisam vir ao resgate.

Episódio #9 [Murder MTV - Assassinato na MTV] (12/03/1984): Sid Cole, produtor e gerente da nova banda de rock "Sweet Kicks" de sua filha, é chantageado. Uma explosão sacode um videoclipe e cabe a Walter e Automan descobrir quem está por trás disso.

Episódio #10 [Murder, Take One - Assassinato, Pegue Um] (19/03/1984): a ex-estrela de cinema Veronica Everly é suspeita do assassinato do colunista de fofocas Keith Gillette. Automan descobre que um produtor de Hollywood, Michael Hagedorn, tem um motivo maior para o assassinato, pois Gillette descobriu que Hagedorn estava financiando um filme com dinheiro da droga.

Episódio #11 [Zippers - Clube Zippers] (26/03/1984): Automan se disfarça como stripper em um clube de strip para mulheres. Os dançarinos exóticos Gary Baxley e seu parceiro Stanley são suspeitos de causar impressões em cera das chaves dos proprietários e assaltar suas casas quando estão fora.

Episódio #12 [Death by Design - Projeto Mortal] (02/04/1984): quando um amigo de Jack, outro policial, é morto enquanto trabalha com ele, eles pensam que o assassino é um assassino profissional, mas, devido à evidência insuficiente, eles não podem segurá-lo. No entanto, Walter propõe um plano para convencer o homem a contratá-lo, plantando histórias sobre outros criminosos que escaparam da acusação por causa de detalhes técnicos ou provas insuficientes e que acabaram sendo mortos por um vigilante. E quando um repórter suspeita que é Jack, Walter faz Auto posar como um policial desonesto. E Jack descobre que o assassino está trabalhando para um agiota que está tentando ...

Episódio #13 [Club Ten - Clube Dez] (25/08/1984): Walter, Automan e Roxanne viajam para um resort exclusivo do Caribe chamado Clube 10. Roxanne recebe uma mensagem de pânico de seu amiga escritora desaparecida. Eles descobrem que o contrabando de diamantes é feito utilizando de raquetes de tênis.

Curiosidades

- 15 de dezembro de 1983 foi ao ar nos EUA, o primeiro episódio da série AUTOMAN.

- O traje de Automan parecia brilhar na tela devido ao seu tecido refletivo desenhado pela 3M. O tecido era composto de minúsculas bolas reflexivas e era capaz de refletir quase 100% da luz que brilhava nele (a técnica havia sido usada vários anos antes nas fantasias kryptonianas de Superman). O traje também tinha placas altamente polidas anexadas a ele para fornecer a aparência holográfica, todas aprimoradas na pós-produção através de efeitos de chromakey.

- O Autocar e o Autochopper foram os veículos mais comuns criados para o transporte. Cada veículo apareceria ou desapareceria como uma sequência de wireframes desenhados pelo Cursor e era preto com tiras de fita refletiva presas neles. O Autocar era um Lamborghini Countach LP400 que era capaz de fazer curvas de 90 graus sem perder o controle e ultrapassar apenas por esticar, em vez de girar. No entanto, passageiros humanos que não estavam devidamente presos em seus assentos costumavam ser jogados para dentro com o impulso da mudança repentina de posição. O Autochopper era um Bell Jetranger capaz de pousar em qualquer lugar. O programa também apresentava um avião e uma motocicleta futuristas, enquanto outros episódios apresentavam uma pistola e uma guitarra distintas.

- Outra característica proeminente de Automan era a capacidade de "envolver-se" em torno de Walter como um meio de protegê-lo. Eles apareceriam como uma pessoa, mas, como Walter estava dentro de Automan, ele inadvertidamente acabaria falando em duas vozes.

- No entanto, o uso excessivo de eletricidade de Automan muitas vezes significa que ele sofreria com falta de energia durante o dia, então ele raramente era ativo sob a luz do sol.

- No episódio "Murder MTV" a participação da cantora e atriz Laura Branigan, já falecida.

- Walter Nebicher vivido pelo ator Desi Arnaz Jr., é filho na vida real da comediante Lucille Ball (do seriado I Love Lucy).

Ficha Técnica

Título no Brasil: Automan  
Título Original: Automan 
País de Origem: EUA
País de Produção: EUA  
Gênero: Ficção Científica / Policial 
Tempo de Duração: 44-82 minutos (Episódio) / 557 minutos (Episódios)
Ano de Lançamento: 15/12/1983-2/04/1984
Temporada: 
Episódios: 13
Cor: Color
Áudio: Inglês, Português e Espanhol (ambos 5.1 Dolby Digital)
Legendas: Inglês, Português e Espanhol
Tela: 16:9 Widescreen
Estúdio: 20th Century Fox, The Kushner-Locke Company e Glen A. Larson Productions
Distribuição: ABC
Direção: Kim Manners, W. Kolbe, L. H. Katzin, G. Bettman, A. Burns, B. Claver, A. Crosland Jr., B. Seth Green e Allen Baron 
Roteiro: Glen A. Larson, Sam Egan, Doug Heyes Jr., Larry Brody, M. S. Baser, D. Garber, B. Kalish, P. Perine, G. Trueblood, K. Weiskopf, S. Willens, B. Reisman e J. A. Schwartz 
Edição: Gene Ranney, I. Rosenblum, J. J. Dumas, H. Stambler, D. Berlatsky, Al Breitenbach e Buford F. Hayes
História: Glen A. Larson  
Direção de Arte: Russell C. Forrest
Direção de Fotografia: Frank Thackery e Frank Beascoechea 
Desenho de Produção: Dann Cahn
Decoração de Cenário: Robert Wingo, Richard Wineholt, R. G. Freer e R. C. Furginson
Elenco: Rachelle Farberman, Sally Powers e Mike Hanks
Figurino: Jean-Pierre Dorléac
Maquiagem: No
Música Original: Stu Phillips, M. Stevens, P. T. Meyers, Ken Harrison e J.A.C Redford     
Efeitos Sonoros: S; Ramirez, J. Holsen, M. O'Corrigan, R. Taylor, G. V. e B. Voigtlander
Efeitos Especiais: Donald Kushner e Daniel Kushner  
Efeitos Visuais: David M. Garber 
Produção: Donald Kushner e Peter Locke
Co-Produção: Harker Wade
Produção Executiva: Glen A. Larson e Larry Brody  

quinta-feira, 26 de março de 2020

Apollo 13: Do Desastre ao Triunfo

© IMDb 

Filme com roteiro baseado no livro Lost Moon: The Perilous Voyage of Apollo 13, de Jim Lovell e Jeffrey Kluger, a história verídica da desastrosa missão Apollo 13, da NASA. Nota 6 (0 a 10)

Sinopse

A superstição com o número treze traz má sorte. Mas a NASA, agência espacial do governo americano, não tinha escolha. A nave seguinte à Apollo 12 só poderia mesmo se chamar Apollo 13. Não seria razoável esperar um sinal de superstição por parte daqueles que apenas nove meses antes, em 20 de julho de 1969, haviam levado o homem à Lua, dando “um gigantesco passo para a humanidade”, na frase famosa do astronauta Neil Armstrong, o comandante da Apollo 11. Assim, a NASA lançou a sua nave número treze, a terceira programada para pousar no satélite da Terra. Colocada na ponta do foguete Saturno 5, de 110 metros de altura (o tamanho de um prédio de 35 andares), ela partiu às 13h13min13s do dia 11 de abril de 1970, do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O número 13 aparecia ainda em dezenas de lugares no cronograma da missão, como nos horários de refeição e de descanso. Foi um corajoso desafio ao número do azar. Mas não deu sorte. A missão foi cheia de imprevistos, como o afastamento de um astronauta um dia antes da decolagem e um incêndio durante os testes de abastecimento do Saturno 5. Por fim, houve a explosão que destruiu peças importantes e impediu o pouso na Lua, colocando em risco a volta dos seus três tripulantes à Terra.

A saga dos náufragos do espaço que sobreviveram e voltaram para casa reacendeu o interesse pelo projeto Apollo. O mundo todo ficou em suspense. Os problemas da Apollo 13 começaram ainda em Terra. Um dia antes da decolagem, uma suspeita de rubéola tirou da equipe o piloto Ken Mattingly. Às pressas, Jack Swigert foi chamado para o seu lugar e completou a tripulação ao lado de Fred Haise, o outro piloto, e do veterano Jim Lovell, comandante da missão. Mas a dor de cabeça que se mostraria decisiva foi um dos dois tanques de oxigênio da nave. Durante os testes, o gás liquefeito não saía do tanque na quantidade devida. Os técnicos consideraram que a falha não se repetiria no espaço e, em princípio, tinham razão: um ou outro defeito é mera rotina. Do ponto de vista dos técnicos da Nasa, na verdade, tudo corria muito bem. Tanto que, nos primeiros momentos do voo, mandavam mensagens brincalhonas à Apollo, reclamando de tédio. 

Na noite de 13 de abril, às 21h08 (hora de Houston), o tédio acabou. O tanque de oxigênio explodiu e mandou para o espaço um lado inteiro do módulo de serviço, com cerca de quatro metros de comprimento. O motivo é que, entre os testes e o lançamento, os construtores aumentaram a voltagem do aquecedor elétrico que forçava o oxigênio a sair do reservatório. Com isso, a temperatura passou largamente dos 25,5 °C previstos, chegando a mais de 500 °C, porque o controle automático também pifou, e o oxigênio expandiu-se até explodir o tanque. A 330 000 quilômetros da Terra, as luzes de alarme se acenderam. Foi quando Jack Swigert, e não Lovell, que muitos consideram o autor da frase, disse: “Houston, estamos com um problema aqui”. Num primeiro momento, os astronautas não perceberam a gravidade do caso: no vácuo o som não se propaga e eles ouviram a explosão como se fosse apenas a batida de uma porta. Até que Jim Lovell olhou por uma janela e falou: “Alguma coisa está vazando... É algum tipo de gás”. Era oxigênio. Que não servia apenas para respirar: misturado com hidrogênio, gerava eletricidade. Também gerava água para beber e para a refrigeração.

A decisão era inevitável e frustrante: a missão estava acabada. Restava outra missão, muito mais difícil e inédita: fazer a nave avariada voltar para a Terra e salvar os astronautas. Para os náufragos do espaço, a única chance de sobrevivência era buscar refúgio no “bote salva-vidas”, o módulo lunar. Lovell, Haise e Swigert desligaram os equipamentos e saíram do módulo de comando Odissey. Depois deveriam voltar, pois só o Odissey era reforçado o bastante para aguentar a reentrada na atmosfera terrestre. Por isso, as suas baterias de emergência, suficientes para os momentos finais do regresso, foram poupadas. O módulo lunar da Apollo 13 (conhecido como Aquarius) tinha oxigênio em quantidade suficiente para os três. Mas a energia elétrica e a água haviam sido planejadas para duas pessoas e teriam que ser economizadas. Cortou-se, assim, o suprimento diário de água para menos de um copo por pessoa e a temperatura interna da nave foi reduzida para perto de 4 °C. A falta de oxigênio havia sido reparada, mas a respiração continuava a preocupar: os homens poderiam morrer sufocados pelo próprio gás carbônico que expeliam dos pulmões. O módulo tinha sido planejado para duas pessoas, não três, e os filtros do Aquarius não davam conta do recado. A saída era aproveitar os filtros do módulo Odissey, mas eles precisavam ser adaptados. Isso foi feito com o que se tinha à mão: fitas adesivas, papelão e sacos plásticos, que serviram para confeccionar um objeto apelidado de “caixa de correio”: um filtro improvisado.

Depois disso, começaram a pensar no obstáculo mais difícil: como voltar. Inverter o movimento da nave com a força dos jatos para colocá-la na direção da Terra era inviável. O combustível não era suficiente. A alternativa era colocar a nave numa trajetória de retorno livre. Ou seja: a Apollo daria uma volta na Lua e entraria numa órbita que a levaria à Terra. Houston decidiu que os foguetes do Aquarius seriam usados para a impulsão. Para executar essa manobra, normalmente, os astronautas checam a posição de estrelas. Mas, desde a explosão, a visão das estrelas estava impossibilitada pelos detritos que saíam da nave. O que será que Houston sugeriu e o que acontecerá com a Apollo 13 na volta para a Terra?! Quem assistir verá !!!

Elenco

Tom Hanks as Jim Lovell
Bill Paxton as Fred Haise
Kevin Bacon as John Swigert
Gary Sinise as Ken Mattingly
Ed Harris as Gene Kranz
Kathleen Quinlan as Marilyn Lovell
Mary Kate Schellhardt as Barbara Lovell
Emily Ann Lloyd as Susan Lovell
Miko Hughes as Jeffrey Lovell
Max Elliott Slade as Jay Lovell
Jean Speegle Howard as Blanch Lovell
Tracy Reiner as Mary Haise
David Andrews as Pete Conrad
Michele Little as Jane Conrad
Chris Ellis as Deke Slayton
Joe Spano as diretor da NASA
Clint Howard as Sy Liebergot
Bruce Wright as âncora
Ivan Allen as âncora
Jon Bruno as âncora


Indicações e Prêmios

Oscar 1996
Melhor Edição - Vencedor
Melhor Som - Vencedor
Melhor Filme - Indicado
Melhor Ator Coadjuvante (Ed Harris) - Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante (Kathleen Quinlan) - Indicado
Melhor Roteiro Adaptado - Indicado
Melhor Trilha Sonora - Indicado
Melhor Direção de Arte - Indicado
Melhores Efeitos Especiais - Indicado

Globo de Ouro 1996
Melhor Filme-Drama - Indicado
Melhor Diretor (Ron Howard) - Indicado
Melhor ator coadjuvante (Ed Harris) - Indicado
Melhor Atriz Coadjuvante (Kathleen Quinlan) - Indicado

BAFTA 1996
Melhores Efeitos Especiais - Vencedor
Melhor Direção de Arte - Vencedor

Screen Actors Guild Awards 1996
Melhor Ator Coadjuvante (Ed Harris) - Vencedor
Melhor Elenco (K. Bacon, T. Hanks, Ed Harris, B. Paxton, K. Quinlan e G. Sinise) - Vencedor

Curiosidades

- O orçamento do filme foi de US$ 52 milhões de dólares e arrecadou US$ 355,23 milhões.

- A frase: "Houston, we have a problem here.", marcou um dos mais dramáticos momentos da história da exploração espacial. Ela vinha da nave Apollo 13, avariada próxima à Lua, com três astronautas a bordo. A mensagem era endereçada ao centro de operações da NASA, em Houston, nos Estados Unidos. Foi o início da heroica missão de trazer a nave de volta a Terra.

Trilha Sonora

"Waiting" - Santana
"Night Train" - James Brown
"Beyond the Sea (La Mer)" - Bobby Darin
"Groovin'" - The Rascals
"Somebody To Love" - Jefferson Airplane
"I Can See For Miles" - The Who
"Magic Carpet Ride" - Steppenwolf
"Purple Haze" - The Jimi Hendrix Experience
"Spirit In The Sky" - Norman Greenbaum
"Lemon Tree" - Trini López
"Honky Tonkin'" - Hank Williams
"Blue Moon" - The Mavericks

Ficha Técnica

Título no Brasil: Apollo 13: Do Desastre ao Triunfo
Título Original: Apollo 13
País de Origem: EUA 
País de Produção: EUA  
Gênero: Drama 
Tempo de Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento: 1995
Cor: Color
Áudio: Inglês 5.1 Dolby Digital
Legendas: Inglês e Português
Tela: 16:9 Widescreen
Estúdio: Universal Pictures e Imagine Entertainment
Distribuição: Universal Pictures
Direção: Ron Howard
Roteiro: William Broyles Jr. e Al Reinert  
Edição: Daniel P. Hanley e Mike Hill  
História: Jim Lovell e Jeffrey Kluger
Direção de Arte: David J. Bomba e Bruce Alan Miller 
Direção de Fotografia: Dean Cundey 
Desenho de Produção: Michael Corenblith  
Decoração de Cenário: Merideth Boswell 
Elenco: Janet Hirshenson e Jane Jenkins    
Figurino: Rita Ryack
Maquiagem: Daniel C. Striepeke 
Música Original: James Horner    
Efeitos Sonoros: Stephen Hunter Flick 
Efeitos Especiais: John Palmer
Efeitos Visuais: Allen Cappuccilli
Produção: Brian Grazer

Co-Produção: Michael Bostick, Aldric La'aulli Porter e Louisa Velis
Produção Executiva: Todd Hallowell